Viver a aposentadoria na Itália não requer cidadania nem imóvel no país: advogada especialista revela que processo é mais fácil do que muitos pensam. 'A autoridade consular analisa justamente...'
Publicado em 10 de agosto de 2026 às 15:46
Sonha em morar na Itália após a aposentadoria, mas acha que precisa de cidadania italiana? Descubra uma alternativa legal mas acessível para poucos! Conheça o 'visto de residência eletiva'
Ana Carolina Campara Brittes, advogada especialista em Direito Migratório: 'Existe uma ideia muito presente no Brasil de que, para morar na Itália de forma permanente, é necessário primeiro ter a cidadania italiana' Xuxa já revelou intenção de morar na Itália - governo daquele país exige comprovação de renda em uma parte da análise dos documentos. Vale ressaltar que apresentadora tem cidadania italiana Aposentados podem se mudar para a Itália mesmo se não tiverem casa própria no país Morar na Itália após aposentadoria? Advogada alerta para não confundir pedido com visto para trabalhar no país - foto ilustrativa do espanhol Rafael Nadal, que teria condições de morar na Itália sem trabalhar Aposentado/aposentada pode morar na Itália com a companheira/o companheiro, mas nesse caso valor em dinheiro a ser comprovado é maior

O passar dos anos leva a uma reflexão a respeito da saúde, expectativa de vida, disposição dos bens em testamento, herança e, é claro, aposentadoria, que, aliás, pode estar em risco se não seguir alguns aspectos bem imporantes. E você sabia que mesmo sem ter a cidadania italiana pode conseguir morar na Itália depois que deixar de trabalhar?

Isso se dá através do "visto de residência eletiva", voltado apenas para as pessoas que querem morar naquele país por muito tempo e que não trabalhem mais, e que consigam comprovar que têm condições de se bancarem. Tal modalidade segue sendo pouco conhecida aqui no Brasil, detalha a especialsita em Direito Migratório e Cidadania Italiana Ana Carolina Campara Brittes.

"Existe uma ideia muito presente no Brasil de que, para morar na Itália de forma permanente, é necessário primeiro ter a cidadania italiana. Não necessariamente. A residência eletiva é uma das possibilidades legais para quem não tem cidadania europeia, desde que o perfil e as condições financeiras do interessado atendam às exigências previstas", detalha a advogada.

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Qual valor necessário por mês para morar na Itália após aposentadoria?

A questão principal gira em torno do patrimônio financeiro de quem quer morar no país do cineasta Federico Fellini (1920-1993) e do ex-jogador de futebol Baresi, um dos famosos mortos neste ano. É preciso ter um saldo em banco considerado amplo, estável e regular que possa manter a pessoa na Itália a perder de vista.

Atualmente estamos falando de 2.58 mil euros ao mês - cerca de R$ 15.2 mil a cada trinta dias. Em termos anuais, esse montante pula para 31 mil euros a cada 12 meses, ou R$ 182 mil/ano. O postulante a morador de Roma, Genova ou Milão, por exemplo, precisa ainda comprovar que tais recursos são constatantes.

Como pessoa pode provar que tem condições de morar na Itália após aposentadoria?

Pode-se recorrer a aposentadorias ou pensão, lucros obtivos com aluguel de imóveis, ou investimentos entre outras fontes de lucro. Ou seja, um valor mesmo que elevado em conta corrente pode não abrir portas para morar naquele país europeu. 

"O ponto principal não é simplesmente quanto a pessoa acumulou, mas se ela consegue demonstrar que terá recursos contínuos para se manter na Itália sem precisar trabalhar. A autoridade consular analisa justamente a origem, a estabilidade e a continuidade desses rendimentos", acrescenta Ana Carolina.

Eu, aposentado, preciso ter casa própria na Itália para ir morar naquele país?

Dessa forma, reforça-se que simplesmente a comprovação de rendimentos em dinheiro não é o suficiente. A documentação toda será analisada para ser aprovada ou não. E em relação à moradia?

Segundo a profissional, é fundamental que a pessoa comprove onde vai morar na Itália, mas ter uma casa própria naquele país não é algo obrigatório. É válido, portanto, um contrato de locação. Após o processo de autorização ser concluído, tem início o "permesso di soggiorno", ou seja, o estrangeiro fica regularizado naquele país.

Residência eletiva x autorização para trabalho na Itália

Outro alerta é para não confundir a residência eletiva com a autorização para trabalhar. "É importante não confundir residência eletiva com visto de trabalho ou mesmo com o visto para nômades digitais. São instrumentos migratórios diferentes. Para quem pretende continuar exercendo atividade profissional depois da mudança, é necessário analisar qual modalidade corresponde efetivamente àquela situação", pondera a especialista.

Em relação à marido/mulher/filhos, há possibilidade de uma concessão a todos, respeitando algumas regras para que todos possam ser mantidos no exterior. Dessa forma, os recursos financeiros precisam ser maiores. "É justamente por isso que a análise precisa ser feita antes da mudança, considerando renda, patrimônio, moradia e quem acompanhará o requerente", completa a advogada.

"A residência eletiva pode ser uma excelente alternativa para determinados perfis, especialmente aposentados e pessoas com renda patrimonial estável, mas precisa ser estruturada de acordo com a realidade de cada requerente", finaliza Ana Carolina.

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Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
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